A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, deixando-os mais frágeis e sujeitos a fraturas. Ela costuma avançar de forma silenciosa, sem dor ou sinais de alerta, até que uma queda leve ou um esforço simples provoque uma fratura. Entender a osteoporose, saber como diagnosticá-la e conhecer as formas de prevenção e tratamento é o melhor caminho para proteger a saúde óssea e manter a independência ao longo da vida.
O que é a osteoporose?
Nossos ossos são tecidos vivos, que se renovam constantemente. Na osteoporose, esse equilíbrio se desfaz: o corpo perde massa óssea mais rápido do que consegue repor. O resultado é uma redução da densidade e uma deterioração da estrutura interna do osso, que fica poroso e frágil. Ossos enfraquecidos quebram com mais facilidade, muitas vezes após traumas mínimos que não fraturariam um osso saudável.
A doença é bastante comum, especialmente entre mulheres após a menopausa e pessoas mais velhas, mas costuma passar despercebida. Boa parte dos casos só é diagnosticada depois de uma fratura, quando a perda óssea já está avançada. Justamente por isso, reconhecer os fatores de risco e investigar a saúde dos ossos no momento certo é tão importante para prevenir complicações.
A doença silenciosa e o risco de fraturas
A osteoporose é chamada de doença silenciosa porque não provoca sintomas enquanto a perda óssea acontece. Muitas pessoas só descobrem que têm a doença quando sofrem a primeira fratura. As mais comuns são:
- Vértebras (coluna): podem causar dor nas costas, perda de altura e curvatura da coluna com o tempo.
- Quadril (fêmur): a mais grave, geralmente após quedas, com grande impacto na mobilidade.
- Punho: frequente ao usar as mãos para amortecer uma queda.
Prevenir a primeira fratura é um dos principais objetivos do tratamento, já que uma fratura aumenta o risco das próximas. Além do impacto físico, as fraturas por fragilidade podem reduzir a independência e a qualidade de vida, tornando tarefas cotidianas mais difíceis. A boa notícia é que a maioria dessas fraturas pode ser evitada com diagnóstico e cuidado adequados.
Fatores de risco: menopausa, idade e outros
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver osteoporose. Entre os que não podem ser mudados estão:
- Menopausa: a queda do estrogênio acelera a perda óssea nas mulheres.
- Idade avançada e histórico familiar de osteoporose ou fraturas.
- Sexo feminino e estrutura corporal miúda.
Já entre os fatores que podem ser controlados estão a baixa ingestão de cálcio e vitamina D, o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o uso prolongado de corticoides. Algumas doenças reumáticas e hormonais também favorecem a osteoporose. Se você tem esses fatores, vale saber quando procurar um reumatologista.
Diagnóstico: a densitometria óssea
O exame padrão para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea, um teste rápido, indolor e que mede a densidade mineral dos ossos, geralmente da coluna e do quadril. O resultado é dado por um valor chamado T-score, que compara sua massa óssea com a de um adulto jovem saudável e classifica o quadro em normal, baixa massa óssea (osteopenia) ou osteoporose.
A densitometria costuma ser indicada para mulheres a partir dos 65 anos, homens a partir dos 70 e, mais cedo, para quem tem fatores de risco. O reumatologista também pode solicitar exames de sangue para investigar causas e avaliar o risco global de fratura. Conheça outros exames que o reumatologista pode pedir.
Prevenção: cálcio, vitamina D e exercício
Boa parte da saúde óssea depende de hábitos que podem ser adotados em qualquer idade:
- Cálcio na alimentação: laticínios, vegetais verde-escuros e outras fontes; a suplementação é avaliada pelo médico quando necessária.
- Vitamina D: importante para a absorção do cálcio, obtida pela exposição solar adequada e, se preciso, por suplementos.
- Exercício físico: atividades com carga e de fortalecimento estimulam o osso; treinos de equilíbrio ajudam a prevenir quedas.
- Hábitos saudáveis: parar de fumar, moderar o álcool e tornar a casa mais segura para evitar quedas.
Atenção às quedas
Grande parte das fraturas acontece após quedas, muitas delas evitáveis com cuidados simples:
- Ambiente seguro: boa iluminação, tapetes bem fixados e barras de apoio no banheiro.
- Visão em dia: revisar periodicamente os óculos e a saúde dos olhos.
- Revisão de medicamentos: alguns remédios causam tontura ou sonolência e aumentam o risco de queda.
Tratamento medicamentoso da osteoporose
Quando a osteoporose já está instalada, além dos hábitos saudáveis costuma ser necessário um tratamento medicamentoso para fortalecer os ossos e reduzir o risco de fraturas. Existem medicamentos que diminuem a perda óssea e outros que estimulam a formação de osso novo, indicados conforme a gravidade e o risco de cada paciente. O tratamento é sempre acompanhado da reposição adequada de cálcio e vitamina D e é individualizado, contínuo e reavaliado periodicamente. A osteoporose não tem cura, mas o tratamento correto controla a doença e protege contra fraturas. A adesão é fundamental: como a doença não dá sintomas, é comum abandonar a medicação por achar que está tudo bem, mas é justamente a continuidade do tratamento que mantém os ossos protegidos ao longo do tempo.
O papel do reumatologista e onde tratar em BH
O reumatologista é um dos especialistas de referência no cuidado da osteoporose: ele investiga as causas, solicita e interpreta a densitometria, avalia o risco de fratura e define o tratamento mais adequado, com acompanhamento ao longo do tempo. No Instituto Reumatologia Minas (rede Instituto Saúde), o Dr. Marcelo Scaramussa (CRM-MG 71730 | RQE 45012/54131) atende em Belo Horizonte (unidades Santo Agostinho, Barreiro e Venda Nova), em Contagem e Betim, e por telemedicina para todo o Brasil. Saiba mais sobre nosso reumatologista em Belo Horizonte e agende pelo WhatsApp ou telefone (31) 3244-1818.